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2ª Bicicletada do Grande ABC, em São Bernardo

Pessoal, não falei sobre como foi a Bicicletada em São Caetano no mês passado, mas foi muito legal. Mais de 30 pessoas participaram e deixamos nossa marca na cidade, com presença da mídia e tudo o mais. Prometo que colocarei as fotos, desculpem a falta de tempo 🙂

Agora, nesse sábado, 29/11, ocorrerá a 2ª Bicicletada do Grande ABC, essa edição em São Bernardo do Campo.

O ponto de encontro e partida é no paço municipal de São Bernardo, próximo ao mastro das bandeiras. Concentração às 09h00 e saída para passeio às 10h00.

Novamente, para quem é de SP, haverá um bonde saindo da praça do Ciclista (canteiro central da Paulista na altura da Consolação) pontualmente às 8h00 rumo ao ABC.

Vamos divulgar e aparecer!

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Sobre a obra na Av. Vivaldi, em São Bernardo

(Esse texto foi enviado para a Secretaria de Transportes e Vias Públicas e a Unidade de Coordenacao do Programa de Transportes Urbanos de São Bernardo do Campo, além da imprensa regional)

https://i1.wp.com/images.pedaldriven.multiply.com/image/5/photos/9/1200x1200/41/P1030412.jpg
“§ 5º Nos trechos urbanos de vias rurais e nas obras de arte a serem construídas, deverá ser previsto passeio destinado à circulação dos pedestres, que não deverão, nessas condições, usar o acostamento.”

Codigo de Transito Brasileiro, Art. 68, parágrafo 5º.

 

Um dos projetos atuais de trânsito da Prefeitura de São Bernardo do Campo é o de reformar trechos da Av. Sen. Vergueiro e da Av. Vivaldi, no bairro Rudge Ramos, e manter mão única delas em sentidos opostos, para aliviar o trânsito da Av. Sen. Vergueiro.

As obras na Av. Vivaldi estão em estágio avançado e na Av. Sen. Vergueiro, apenas algumas calçadas foram feitas.

A Av. Vivaldi é uma via residencial, onde um lado inteiro é composto de domicílios. Jogar todo o fluxo principal de carros da Av. Sen. Vergueiro para lá, além de sobrecarregar a via e atrapalhar os moradores, irá colocar em perigo todos os pedestres. Sendo uma rua residencial, é necessário redobrar o cuidado com os pedestres, pois todos que saírem de suas casas já estarão quase no meio da via.

Porém, antes das obras, a Av. Vivaldi era uma via praticamente abandonada. Iluminação ineficiente ou ausente em vários trechos, pavimentação em péssimas condições e calçadas minúsculas, e muitas vezes com obstáculos no meio do passeio, o que forçava o pedestre a andar pela via.

Com a mudança de sentido e as obras para jogar o fluxo na via, o pavimento está sendo refeito e as calçadas reformadas. Porém, o tamanho das calçadas e os obstáculos no meio continuarão.

Um dos principais objetivos da UCP (Unidade de Coordenacao do Programa de Transportes Urbanos de SBC) é garantir a acessibilidade para deficientes. Porém, com o projeto atual, a acessibilidade continua completamente indisponível. Apesar das rampas, o cadeirante que passar por ela não vai ter espaço para empurrar sua cadeira na calçada por causa do tamanho estreito (que chega a ser de 60cm em alguns trechos) e dos postes que ficam no meio da passagem.

As fotos que se encontram nesse álbum foram tiradas no dia 1 de outubro de 2008 (quarta-feira), às 13h00:  

Fica claro que nem a Prefeitura, nem a Secretaria de Transportes e Vias Públicas e nem a UCP possuem algum tipo de estudo ou padronização do passeio público, como foi feito no município de São Paulo, onde existe, desde 2005, o Programa Passeio Livre, criado pela Prefeitura. Além do programa, foi aprovado o Decreto nº 45 904 que estabelece um novo padrão arquitetônico para as calçadas da cidade de São Paulo.

“Para organizar o passeio público, a Prefeitura definiu um novo padrão arquitetônico que divide as calçadas em faixas. As calçadas com até 2 metros de largura serão divididas em 02 faixas diferenciadas por textura ou cor e as com mais de 2,00 metros, em 03 faixas, também diferenciadas”

Para maiores detalhes sobre o padrão paulistano de calçadas, consulte a cartilha do Passeio Livre.

Não bastasse esse descaso com os pedestres e portadores de deficiência, a via ainda está sendo alargada. Partes do terreno onde ficam as torres da Eletropaulo estão sendo utilizados para alargar a pista. Nesse processo, a calçada e o muro foram destruídos, para ser reconstruídos. Seria o momento ideal de corrigir o péssimo planejamento das calçadas que estava sendo mantido. Porém, isso não está acontecendo. A calçada está sendo reconstruída e baseada no molde antigo. Ou seja, muito estreita, já difícil de uma pessoa passar e impossível de passar duas de uma vez ou alguém com uma cadeira de rodas, isso se não houver obstáculos no passeio, como placas de sinalização.

Outro problema grave é, se pensarmos que muitos dos ônibus que hoje trafegam pela Av. Sen. Vergueiro irão passar pela Av. Vivaldi, que não há espaço suficiente para a implantação de pontos de ônibus. A não ser que estejam pensando em utilizar postes para sinalização, o que de qualquer forma, irá atrapalhar o pedestre. E no caso de muitos embarques e desembarques na região, os passageiros não terão onde aguardar o ônibus e tampouco onde desembarcar.

Além do mais, hoje em dia uma das principais soluções propostas por orgãos competentes e outras prefeituras é o incentivo do uso de bicicleta como meio de transporte e a melhoria das condições de uso da mesma nas cidades. Municípios como São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Mauá, Sorocaba, Santos e muitas outras saíram na frente e inauguraram projetos de incentivo, quilômetros de ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e outras melhorias. Em São Paulo, é previsto por lei que toda e qualquer via nova ou reformada deverá ter acesso para bicicletas, seja na forma de ciclovias segregadas, ciclofaixas ou faixas compartilhadas.

Para exemplificar a importância do tema e a recepção dele pelas diversas cidades brasileiras, o Ministério das Cidades criou o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta – Bicicleta Brasil. Faça o download do livro aqui.

Essas obras executadas nessas duas avenidas já vão aumentar o número de faixas de carros com a transformação delas em mão única. Com a reforma do pavimento, seria o momento ideal de implantar ciclofaixas. Elas não consomem muito espaço e pouquíssima verba (apenas tinta para sinalização) para ser executada. Inclusive, em Sorocaba, fizeram a ciclovia na área das linhas de transmissão. O projeto deu tão certo que acabaram derrubando os muros e a área virou um grande parque. É uma idéia que poderia ser adotada na Av. Vivaldi, para não tomar espaço da pista.

Por falta de conhecimento dos moradores da região, muitas reclamações não chegaram a ser feitas. Porém, os moradores adquirindo conhecimento da situação e se mobilizando. Nós iremos exigir mudanças. Esses pontos aqui mostrados são urgentes e serão modificados em algum momento. Para não desperdiçar mais tempo e dinheiro público, então que seja corrigido agora, enquanto as obras ainda estão sendo feitas. A população vai fiscalizar e cobrar.

São Bernardo e a… bicicleta? Onde??

Esse texto foi enviado para a Secretaria de Transportes e Vias Públicas e a Unidade de Coordenacao do Programa de Transportes Urbanos de São Bernardo do Campo, além da imprensa regional.

Em um momento ambiental tão crítico como esse em que vivemos, onde praticamente todos os órgãos de governo, entidades e empresas têm em pauta objetivos de diminuir o impacto ambiental causado por suas atividades, temos vários municípios que estão desencorajando o uso do automóvel particular e incentivando o uso de alternativas não motorizadas como a bicicleta, além de melhorar o transporte público e o acesso para pedestres e deficientes.

Obras com esse intuito já são encontradas por todo o estado de São Paulo, por iniciativa do governo do estado, das prefeituras locais e de entidades relacionadas. Dentre elas, podemos destacar o programa Ciclista Cidadão, do governo do estado e do Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT – Que engloba o Metrô, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU), ciclovias e ciclofaixas nas cidades de São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Mauá, Sorocaba, Santos e muitas outras, bicicletários municipais e mantidos por empresas, sistema de integração da bicicleta com outros transportes públicos e sistemas de aluguel de bicicletas.

Para exemplificar a importância do tema e a recepção dele pelas diversas cidades brasileiras, o Ministério das Cidades criou o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta – Bicicleta Brasil. Faça o download do livro aqui.

Porém, nada disso é visto no município de São Bernardo do Campo, onde o único projeto do tipo é um bicicletário público e mantido pela EMTU (A prefeitura criou alguns bicicletários públicos, porém todos dentro de parques).

Na página de projetos realizados pela Secretaria de Transportes e Vias Públicas de SBC, dos projetos listados que foram executados desde 1997 até 2006, não há nenhum que mencione benefício ao usuário de bicicleta.

Os únicos itens que mencionam bicicletas no site inteiro da Secretaria de Transportes e Via Pública de São Bernardo do Campo são eventos ciclísticos esportivos. Em nenhum lugar, trata-se do assunto como um meio de transporte, tampouco mencionam projetos realizados em prol da bicicleta, tais quais ciclovias, ciclofaixas e bicicletários, que outras cidades próximas e mais afastadas já o fazem. Com esse plano arcaico de transportes, a cidade de São Bernardo do Campo, conhecida como “a capital do automóvel”, faz jus ao seu nome, ao privilegiar exclusivamente o transporte motorizado individual, que cerca de apenas 30% da população tem acesso, e assume sua condição de cidade obsoleta, em relação às mudanças que as cidades ao seu redor estão promovendo.

Estudos e projetos (como o desafio intermodal, realizado por várias cidades) comprovam que a bicicleta é um meio de transporte muito eficiente, de baixo custo, não poluente e uma das principais soluções para a diminuição do trânsito nas grandes cidades. Minha recomendação é que o município de São Bernardo do Campo comece a dar ao assunto a importância que ele merece, pois há dezenas de milhares de usuários na região que, pelo descaso das autoridades, é tratado com descaso também pelos motoristas e corre riscos de acidentes.

Recomendo a leitura de sites como o Apocalipse Motorizado, que há muitos anos, fiscaliza ações como o privilégio à classe motorizada da sociedade e o abandono daqueles que mais necessitam, assim como incentiva as ações adequadas iniciadas durante o período nas grandes cidades.

Espero, como cicloativista, munícipe e cidadão, que essa situação comece a mudar imediatamente.

A bicicleta no ABC paulista

Esse blog vai, a partir de agora, tentar promover o uso não só da bicicleta mas de todo veículo não-motorizado, da coexistência e integração entre veículos e a humanização do trânsito e das cidades do ABC paulista.

Há diversos outros sites, como os listados nos links desse blog, que o fazem e muito bem, mas geralmente focados em São Paulo capital. Esse blog vai focar nos problemas das cidades do ABC (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Mauá, etc).

Se você é da região e gostaria de contribuir com idéias, sugestões, links ou qualquer material, fique à vontade para entrar em contato comigo! Use a janela de comentários. Prometo que me empenharei para publicar tudo que fôr relacionado à região e que possa ajudar os nossos ciclistas.

Montando a bicicleta sonora


Já faz um tempo que estávamos tentando montar a bicicleta sonora, que irá agitar nossas próximas bicicletadas, seja com música, seja como “megafone” para o pessoal conseguir passar recados para todas a massa.

Durante o mês passado, juntei vários componentes em casa, auto-falantes, módulos de carro, leitor de CD, cabos e comprei uma bateria de 12v. Tentamos marcar um dia pro André trazer o baú dele e montarmos, mas não conseguimos fazer a tempo da bicicletada junina. Agora, no sábado, combinei com o André e o Márcio de mexermos nela.

Encontrei o André na Paulista, no apê do Thiago, e pegamos o toca-fitas da antiga bike de som. Ele já tinha dois auto-falantes que ele tinha trazido também. De lá, encontramos o Márcio no metrô Santa Cruz e descemos para minha casa, em São Bernardo.

O passeio em si foi legal, estou até conseguindo acompanhar esses dois feras num ritmo mais acelerado, estou ficando orgulhoso de minhas pernas 🙂

Descemos até a Nazaré, pegamos a Heliópolis e saímos em São Caetano. Daí, um trecho na contra-mão na antiga Av. Lauro Gomes, em São Bernardo, e depois ainda pegamos a ciclovia da marginal, do lado de Santo André. Onde qualquer descuido, você toma um banho no “rio”.

Depois da ciclovia, cortamos por dentro e chegamos na minha casa, no Rudge Ramos. Paramos as bikes na garagem e trouxe todos os componentes. Quanto lixo que eu guardava em casa, meu Deus do céu! O expert Márcio já ia testando com o multimetro o que funcionava e o que não. A bateria e o toca fita estavam OK, o mais importante. Os auto-falantes do André quebraram no caminho, então tivemos de colar umas partes com super bonder. Pegamos mais dois auto-falantes que eu tinha.

O problema era ligar o toca-fitas, que estava pedindo o código pra ligar. Depois de apanharmos por uma meia hora, conseguimos colocar o código e botar pra funcionar. Maravilha! Daí o problema foi achar um cabo com os conectores certos. Fucei na minha caixa de cabos e consegui o cabo certinho pra fazer a ligação. Testamos meu notebook ligado no som e beleza, tocou direitinho. Com microfone, ficou mais complicado, a qualidade ficou meio ruim, mas tá funcionando.

Agora falta apenas alguns detalhes, o Márcio vai tentar fazer uma chavinha pra cortar o sinal de FM pra dar menos interferência no som e, depois, o André vai embutir e prender todos os componentes no baú dele. E finalmente vamos ouvir e cantar “Invasão das Bicicletadas” nas próximas Bicicletadas 🙂